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Giordano Cabral

Linha de pesquisa · 2008–

O que faz uma tecnologia educacional entrar na escola, e como se sabe que ela funcionou?

A linha começa em 2008, com a Lei 11.769/2008, que tornou obrigatório o conteúdo de música na educação básica quando as escolas não tinham professor licenciado. Inclui material didático, jogos, formação de professores, pensamento computacional com equidade de gênero e política pública educacional. Desde 2025 inclui o levantamento de como estudantes trabalham com IA, pelo Meu Mapa de IA do FAROL. É a linha com mais orientações concluídas: a maior parte dos mestrados e os dois doutorados.

Bancada vista de cima: caixa de MDF com quatro botões e pedal de pé, cabo, carretel de solda, placa de ensaio, paquímetro e uma folha com uma onda desenhada; um botão vermelho.

01 · Educação e tecnologias educacionais

Contribuições

Turma do Som e a Plataforma Digital de Educação Musical · 2008–2014

Projeto de desenvolvimento tecnológico com CNPq, FINEP e Escribo (2010–2014): um sistema com três visões — jogos e aplicações para o aluno, curso completo de iniciação musical para o professor, indicadores para a gestão —"para que as escolas possam ministrar aulas de música mesmo sem docentes licenciados". Saíram dali 32 jogos educativos registrados no Lattes (2010–2012) e 20 vídeos de animação didática, com consultoria pedagógica de Cecília Cavalieri França e a equipe de Waldcelma Silveira, Renan Lima, Fabio Florencio, Francisco Spencer e Frank Urben. Giordano Cabral foi pesquisador bolsista RHAE/CNPq na Escribo (2008–2010) e diretor de tecnologia e criação (2010). O material impresso: Turma do Som — Livro 1 e Manual do Professor (2012) e os quatro cursos da Daccord de 2011 — criação musical, flauta doce, teclado e violão —, cada um com livro do aluno e do professor. Comunicações na ABEM 2011 (Vitória) e na ISME 2014 (Porto Alegre, Dealing with Challenges in Music Education through Active Music Making, com Cavalieri França, Magali Kleber, Vania Fialho e Juciane Araldi Beltrame). O kit de imprensa de maio de 2012 apresenta o produto como resposta ao prazo da lei; o Instituto Claro cobriu a plataforma em uso na escola em dezembro de 2012.

Foto do kit de imprensa do Turma do Som (Daccord, 2012)
Foto do kit de imprensa do Turma do Som (Daccord, 2012)

Nós da Educação — Música · 2014

Livro didático para o 4º e o 5º ano do ensino fundamental, Editora Ática, São Paulo, 98 p., ISBN 9788508165995, com Cecília Cavalieri França, Magali Kleber, Juciane Araldi Beltrame, Cleusa Cacione e Vania Malagutti Fialho. É o único livro de autoria do currículo; não está em catálogo ativo.

Jogos, gamificação e realidade virtual na escola · 2017–2019

Motivational Impact of Virtual Reality on Game-Based Learning: Comparative Study of Immersive and Non-Immersive Approaches, com Tassio de Souza Silva, Edwin Marinho e Kiev Gama (SVR 2017, Curitiba; doi.org/10.1109/SVR.2017.28), compara o impacto motivacional de jogos imersivos e não imersivos com estudantes do NAVE Recife; é o segundo trabalho mais citado do currículo. O capítulo Beyond the Fun: Games and Gamification Under the Pedagogy for Liberation, com Yvonne Costa Carvalho e Veronica Teichrieb (Handbook of Research on Immersive Digital Games in Educational Environments, IGI Global, 2019, cap. 14; doi.org/10.4018/978-1-5225-5790-6.ch014), lê estudos de caso de jogos comerciais e gamificação numa escola brasileira pela pedagogia da libertação. As dissertações de Diego Leonardo Chaves Silva (gamificação num sistema de feedback contínuo da aula, 2017) e Rogério Barreto Martins (jogos educativos no Instituto Federal Baiano, 2017) são do mesmo período.

Formação de professores · 2016–2019

O ProfLab — Formações Criativas para Professores, projeto de ensino desde 2016, com Augusto Noronha e Karla Vidal; os cursos de curta duração Gamificação na Educação (2017), ProfLab — Game Design Thinking (2018) e Game Design Thinking para Educadores (2019); e a Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa (2018–, com Guilherme Sandler). A oficina está descrita em ProfLab.

Pensamento computacional e gênero no ensino fundamental · 2021–2025

Com Mychelline Souto Cunha e Liliane Sheyla da Silva Fonseca (Unicap): materiais didáticos sensíveis ao gênero (EDUCOMP 2021; doi.org/10.5753/educomp_estendido.2021.14878); o storytelling Pensando computacionalmente com Ana, construído a partir das quatro fontes da autoeficácia e validado por especialistas (SBIE 2022; doi.org/10.5753/sbie.2022.224948 — o artigo de educação mais citado do currículo no Crossref, com 10 citações em 24/09/2026); a revisão sistemática de 36 estudos sobre gênero e pensamento computacional (RENOTE 21, 2023; doi.org/10.22456/1679-1916.134331); e a tese de Mychelline Souto Cunha, Abordagem sensível ao gênero para o ensino do pensamento computacional no Fundamental I (tese nº 660 do PPGCC/UFPE, 24/02/2025, orientador principal; portal do CIn).

MOOC, aprendizagem em pares e tecnologia na escola · 2013–2017

Dissertações de Vivian Facundes Dantas (uma plataforma de MOOC sob a perspectiva conectivista, 2017), Paulo Roberto de Souza Mesquita Junior (aprendizagem colaborativa em pares apoiada por rede social, 2017), Adelito Farias (interação homem-máquina em tecnologias educacionais, UFRPE, 2014) e, em coorientação, Sofia Galvão Lima (educação tecnológica no ensino básico, 2013 e 2015).

Ensino superior em computação e inovação · 2018–2023

O Programa de Residência do Porto Digital está no Lattes como projeto de extensão desde 2018, sob responsabilidade de Cabral; o Centro de Ensino em Empreendedorismo e Inovação (projeto de ensino, 2019–, responsável Geber Ramalho) condensa a prática da disciplina Projetão na UFPE desde 2005. A avaliação do desenho de formação saiu como artigo: Mercado de trabalho em TI: análise de um experimento de aproximação entre academia e indústria no Porto Digital, com Marcela Valença, Wellynton Diniz, Mariana Pincovsky e César França (VIII WASHES 2023; doi.org/10.5753/washes.2023.229309).

Políticas públicas educacionais · 2023–2025

Pós-doutorado no Lemann Center for Educational Entrepreneurship and Innovation in Brazil, da Stanford Graduate School of Education, como Visiting Scholar do ano 2023–2024, com bolsa CAPES (ficha no Lemann Center). Em 2025, o projeto Preparing Brazil's Youth: Integrating Vocational Training into Schools, do Stanford Impact Labs (investigador principal Eric Bettinger; parceiros Secretaria de Educação de Pernambuco, Fundação Itaú, CESAR School e Lemann Center), testa dois modelos de educação profissional integrada ao ensino médio em escolas públicas de Pernambuco, com avaliação randomizada e quase-experimental; Cabral integra a equipe do projeto.

Medir como estudantes trabalham com IA

O Meu Mapa de IA, do FAROL, levanta como estudantes brasileiros trabalham com IA — acesso, conhecimento, o que sabem fazer e justificar — e devolve o agregado ao Observatório de IA do CIn: 2.943 respostas no recorte de 14/09/2026, com supressão de toda célula abaixo de cinco. Está descrito na linha de inteligência artificial agêntica.

Meu Mapa de IA: instrumento de pesquisa em forma de jogo, usado em disciplinas e em programas de residência
Meu Mapa de IA: instrumento de pesquisa em forma de jogo, usado em disciplinas e em programas de residência

02 · Educação e tecnologias educacionais

Com quem

Cecília Cavalieri França; Mychelline Souto Cunha e Liliane Sheyla da Silva Fonseca; Kiev Gama; Yvonne Costa Carvalho e Veronica Teichrieb; Waldcelma Silveira, Renan Lima e Fabio Florencio; Erika Pessoa Araujo, Evandro Natividade e Anuacy Fontes; Augusto Noronha e Karla Vidal; Marcela Valença, Wellynton Diniz, Mariana Pincovsky e César França; Geber Ramalho.

Segue em: Ensino, na Residência Tecnológica do Porto Digital e no texto IA e educação.