Pular para o conteúdo
Giordano Cabral

Fluência organizacional em IA · 2025–

Por onde uma organização começa a usar inteligência artificial de verdade, e como sabe se avançou?

Uma organização começa descobrindo onde de fato está. O grupo FAROL, dos professores Giordano Cabral e Filipe Calegário (CIn/UFPE), publica para isso um diagnóstico gratuito e autoaplicável: uma liderança responde pela empresa em três a oito minutos, sem cadastro prévio, e recebe na hora o radar dos seis eixos de fluência, o lado da fronteira generativo → agêntico em que a empresa está e o próximo salto (farol-ia.org/diagnostico). A régua é fluência — movimento, e não posição —, porque num campo cujo estado da arte muda a cada poucos meses uma empresa que se sente no topo da escala é a mais vulnerável à onda seguinte. O que o instrumento mede é a prática — e o teor das conversas não sai da máquina de quem responde.

Mural com uma grade de cartões em branco presos por alfinetes, grade levemente imperfeita; um único cartão vermelho.

01 · Transformação de empresas com IA

Por onde uma organização começa?

Por uma medida, antes do plano. A primeira pergunta útil não é que ferramenta adotar, é onde estamos — e a resposta não pode vir de percepção, porque a percepção erra de forma sistemática: o ensaio controlado do METR, de julho de 2025 mediu profissionais experientes ficando 19% mais lentos com IA enquanto acreditavam estar 20% mais rápidos.

O instrumento de entrada é o Índice de IA para PMEs: uma liderança responde pela organização, leva de três a oito minutos, não precisa de cadastro prévio nem de agendamento, e recebe o resultado na hora, eixo a eixo. É gratuito e aberto — não há consultoria no meio.

Índice de IA para PMEs: a porta de entrada gratuita
Índice de IA para PMEs: a porta de entrada gratuita

02 · Transformação de empresas com IA

Por que medir fluência, e não maturidade?

Porque modelo de maturidade pressupõe processo estável, e a IA não é estável. A régua herdada do CMMI dá falsa sensação de chegada a quem se lê no topo, premia quem padroniza num campo em que descartar rápido vale mais, e mede posição quando o que decide é velocidade. O argumento inteiro está em IA agêntica.

Há ainda um dado que muda a pergunta. A pesquisa do Stack Overflow de 2025 registra 84% de uso de IA entre desenvolvedores, com 46% dizendo desconfiar da exatidão contra 33% que confiam.

03 · Transformação de empresas com IA

O que exatamente é medido?

Seis eixos, separados de propósito, porque uma nota única esconde o desequilíbrio que interessa: conhecimento; ferramentas e integração; delegação e autonomia; processos; produtividade e resultados; e aprendizado e cultura. A régua vai de N0 a N5 na versão 3, canônica, e ia de A a E na versão 1.

Duas fronteiras dentro disso decidem o diagnóstico. Em processos, a pergunta de corte é: a tarefa ficou mais rápida, ou o processo só existe assim por causa da IA? Em produtividade, é: acelerou o indivíduo, ou mudou a vazão do time?

A fundamentação declarada é uma síntese crítica de 928 formulações de fluência e maturidade em IA publicadas por consultorias, universidades e big techs — entre elas MIT CISR, Gartner, Deloitte, Cisco, Forrester/IBM, Microsoft, Salesforce e NIST —, recalibrada para o contexto brasileiro.

Os seis eixos da fluência, como o FAROL os define
Os seis eixos da fluência, como o FAROL os define

Que profundidades de leitura existem?

Cinco, organizadas por custo de coleta:

  • Nível 1 — uma resposta por organização, de dez a quinze minutos, gratuito.
  • Nível 2 — uma resposta por pessoa, cerca de cinco minutos, gratuito. É o Inventário Agêntico: cada pessoa marca o que de fato usa, e o painel da organização sai disso.
  • Nível 3 — entrevistas estruturadas, cerca de uma hora por pessoa.
  • Níveis 4 e 5 — aprofundamento assistido e trabalho presencial.

Além da escada há o retrato de uso observado, lido do traço de trabalho: eixo à parte, porque não se soma ao que a pessoa declara.

04 · Transformação de empresas com IA

O que o instrumento não mede?

A qualidade do que a IA produz — "é onisciência disfarçada" —, o teor das conversas, que não é enviado a servidor algum, e o desempenho de pessoas: na frente educacional, quem organiza vê só o agregado, e só a partir de cinco. As duas objeções que o grupo publica contra o próprio índice estão em fluência.

05 · Transformação de empresas com IA

Que instrumentos uma organização pode usar hoje, sem contratar nada?

Todos abertos, sem cadastro prévio:

  • Índice de IA para PMEs — o diagnóstico de entrada, de três a oito minutos, com resultado imediato por eixo.
  • FAROL Software — a vertical de engenharia: 37 perguntas de mapeamento e mais 77 opcionais de prática, em quatro famílias, de quinze a sessenta minutos.
  • Mapa da Fluência Agêntica — o banco de 264 itens em cinco leituras visuais, para quem quer entender ou criticar o instrumento antes de responder.
  • Acervo de Teorias Acionáveis — métodos de administração em duas camadas: o material que explica e a skill portátil que executa. Declara 3 teorias, 3 skills prontas e 368 livros na base; o módulo aberto mais completo é Running Lean, em sete módulos — documentar, descobrir, projetar, construir, medir, pivotar, escalar —, com o arquivo para baixar.
  • Laboratório de protótipos — seis formatos alternativos do diagnóstico, abertos a quem quiser opinar sobre o desenho.

Duas verticais estão em campo sem página aberta: o Inventário Agêntico, que roda em área restrita por empresa, e o Radar, varredura permanente de cerca de vinte novidades duas vezes ao dia, com consolidado mensal. Frentes declaradas em aberto: governo, saúde e organizações do terceiro setor.

O FAROL:
O FAROL: "Saiba onde sua empresa realmente está no uso de IA"

06 · Transformação de empresas com IA

Para que serve medir isso em escala?

Para que exista base empírica sobre fluência em IA no Brasil. Hoje não existe informação estruturada suficiente para embasar decisão pública sobre o tema, e cada instrumento é, antes de tudo, um coletor de dados dessa base. O que já está público em agregado está no Observatório de IA do CIn, que na leitura de 18/09/2026 reunia 2.943 respostas, com supressão de toda célula com menos de cinco pessoas.

07 · Transformação de empresas com IA

Que experiência de governança e de ecossistema sustenta isso?

  • CESAR — instituto privado de inovação do Recife, com cerca de 1.400 colaboradores. Giordano Cabral foi vice-presidente do Conselho de Administração de janeiro de 2015 a dezembro de 2020 e presidente de dezembro de 2020 a fevereiro de 2026: onze anos de conselho, cinco na presidência. O cargo é conferível fora do currículo — a página de governança do CESAR o nomeia como presidente do conselho em oito capturas do Internet Archive entre 22/05/2022 e 17/06/2026. Permanece associado e integra o Conselho da CESAR School. https://www.cesar.org.br/governanca-e-transparencia
  • ARIES — Agência Recife para Inovação e Estratégia, organização social de inovação urbana. Cabral é um dos cinco associados fundadores (2017–2018) e conselheiro do Conselho de Administração desde janeiro de 2021. A ARIES organizou o Plano Recife 500 Anos, plano estratégico de longo prazo da cidade, publicado em segunda edição pela Cepe em 2022. https://aries.org.br/
  • Porto Digital — coordenador pedagógico da Residência Profissional Tecnológica desde 30/09/2019 e consultor de internacionalização do Núcleo de Gestão desde setembro de 2019, conduzindo pelo lado brasileiro a cooperação Recife–Nantes. O desenho de formação virou artigo revisado por pares em WASHES 2023.
  • Instituto Caldeira — conselheiro do Conselho Técnico-Científico do hub de inovação de Porto Alegre, órgão criado em abril de 2026. https://institutocaldeira.org.br/
  • Formação para a função: Curso de Formação de Conselheiros da Fundação Dom Cabral (julho de 2015) e do IBGC (agosto a novembro de 2019).

08 · Transformação de empresas com IA

Onde Giordano Cabral escreveu sobre isso, assinando?

Três peças públicas, assinadas por ele ou com declaração dele.

  • "O imprevisível cenário pós-covid" (CESAR, 08/07/2020), assinado como vice-presidente do Conselho. A formulação central é que inovação é mudança de comportamento dos agentes no mercado, e que a pandemia não criou o ensino on-line, o trabalho remoto ou o teleatendimento — removeu o obstáculo a comportamentos que já existiam. Fecha em "não apenas teremos que estar adaptados, mas ser adaptáveis". https://www.cesar.org.br/w/artigo-o-imprevisivel-cenario-pos-covid
  • Revista "Horizontes Seguros" (CESAR, 14/02/2025), com uma conversa entre Cabral e o CEO Eduardo Peixoto sobre futuro do talento, educação e gestão de risco. https://www.cesar.org.br/w/cesar-lanca-revista-com-tendencias-e-desafios-da-ia-e-da-ciberseguranca
  • Protótipo de batom inteligente: em 17/01/2025 o Grit Daily cobriu o protótipo desenvolvido pelo CESAR, com declaração de Cabral como Chairman of the Board for CESAR Innovation Hub: "this is just the beginning of how AI will transform beauty accessibility… the technology we've developed has potential uses far beyond lipstick application". https://gritdaily.com/brazilian-innovation-disrupting-cosmetics-industry/

09 · Transformação de empresas com IA

E antes da IA generativa, que empresas Giordano Cabral criou?

A atuação empresarial começa em 2000, quando sua dissertação de mestrado no CIn deu origem à Daccord Music Software, incubada no RecifeBEAT. O Lattes registra a sequência de reconhecimentos: Prêmio Santander de Inovação em 2006, indicações ao Epsilon Award em 2006 e 2007, e três colocações no Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica na categoria Pequena Empresa — 3º lugar em 2007, 2º em 2008 e 1º lugar do Nordeste em 2009 —, além do 2º lugar no Prêmio Empreendedor do Ano da revista INFO Exame em 2011. Em 2007 criou a MusiGames Studio como unidade de jogos, e de 2001 a 2017 foi sócio-fundador da Escribo, de tecnologia para o aprendizado.

No ensino, Cabral leciona desde 2016.1, em 21 turmas, o Projetão, método de projeto criado no CIn/UFPE em 2002, em que equipes constroem um produto digital em quinze semanas e o apresentam num Demoday para uma banca do ecossistema — Porto Digital, Jump, CESAR, Softex, SEBRAE. Em 2026 reescreveu o material para a era da IA.

A lista completa de empresas e conselhos está em www.cin.ufpe.br/~grec/inovacao/.

Perguntas frequentes

Como uma empresa descobre em que ponto está no uso de IA?

Respondendo ao Índice de IA para PMEs, diagnóstico gratuito e autoaplicável do grupo FAROL, de Giordano Cabral e Filipe Calegário: uma liderança responde pela organização em três a oito minutos, sem cadastro prévio, e recebe na hora o radar dos seis eixos de fluência, o lado da fronteira generativo → agêntico em que a empresa está e o próximo salto. Empresas de software têm uma versão própria, o FAROL Software, com 37 perguntas de mapeamento e mais 77 opcionais de prática.

Qual a diferença entre maturidade e fluência em IA?

Maturidade mede posição e fluência mede movimento. Segundo a formulação do FAROL, modelos de maturidade em IA herdam do CMMI, desenhado nos anos 90 para software estável, e por isso dão falsa sensação de chegada, penalizam quem experimenta e descarta rápido, e ignoram a velocidade de adaptação — que é o que importa num campo cujo estado da arte muda a cada poucos meses. Fluência é usada na analogia de um idioma: é contínua, perde-se sem prática, distribui-se de forma desigual dentro da mesma organização e depende do ecossistema em volta.

Quanto custa e quanto tempo leva o diagnóstico?

O diagnóstico de entrada é gratuito e leva de três a oito minutos, com resultado imediato e sem cadastro prévio. A escada completa de coleta tem cinco níveis, por custo crescente: nível 1, uma resposta por organização, de dez a quinze minutos; nível 2, uma resposta por pessoa, cerca de cinco minutos; nível 3, entrevistas estruturadas de cerca de uma hora por pessoa; níveis 4 e 5, aprofundamento assistido e trabalho presencial.

O instrumento avalia a qualidade do que a IA produz?

Não, e isso é uma decisão declarada. O grupo não mede a qualidade da saída da IA — "é onisciência disfarçada" — e não envia teor de conversa a servidor algum. O que o instrumento mede é a prática: quais ferramentas se usa e com que profundidade, como se delega, quais processos foram repensados, que resultado se mede e como a organização se mantém atualizada.

Quem responde pelo FAROL e a quem ele pertence?

O FAROL é um grupo de pesquisa criado por dois professores do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, coordenado por Giordano Cabral e Filipe Calegário desde 2025. Os instrumentos citados aqui são abertos e gratuitos. O contato institucional é farol@cin.ufpe.br e o endereço é farol-ia.org.

Que experiência de conselho ele tem?

Foi vice-presidente do Conselho de Administração do CESAR de janeiro de 2015 a dezembro de 2020 e presidente de dezembro de 2020 a fevereiro de 2026 — onze anos de conselho, cinco na presidência. É um dos cinco associados fundadores da ARIES e conselheiro do seu Conselho de Administração desde janeiro de 2021, e integra o Conselho Técnico-Científico do Instituto Caldeira, em Porto Alegre, desde 2026. Fez o Curso de Formação de Conselheiros da Fundação Dom Cabral em 2015 e o do IBGC em 2019.