Gerência de Riscos é um processo muito importante em ambientes de desenvolvimento de software, permitido aos gerentes e membros de equipes o alcance de seus objetivos na execução de um projeto. Ao disponibilizar visões de suporte e favorecer o compartilhamento das informações geradas o processo de Gerência de Riscos permite uma melhor tomada de decisão.
Baseada nestas premissas foi desenvolvida a ferramenta mPRIME que através de seus componentes de inteligência artificial – ontologia de riscos e base de casos de projetos favorece a investigação no domínio da aplicação dos riscos. Com isso, o gerente de projeto possui uma forma de simplificar a identificação de riscos, sem ter que depender apenas de sua experiência na empresa, uma vez que a gerência está predisposta a mudanças.
Além destes componentes inteligentes, a ferramenta mPRIME disponibiliza um conjunto de técnicas de levantamento de riscos baseadas em modelos consolidados na área de gestão. Com isso, se garante a qualidade do processo e facilita a adequação a estes modelos de qualidade, como o CMMI nível 2 e 3. A ontologia de riscos se baseia na Taxonomia de Riscos do SEI (Software Engineering Institute) e disponibiliza uma série de possíveis origens de riscos levando em considerações a engenharia do produto, o ambiente de desenvolvimento e restrições de projetos.
A arquitetura foi definida para tratar o processo de Gerência de Riscos como um conjunto de atividades e tarefas que geram informações úteis para a redução dos riscos do ambiente organizacional e suas devidas particularidades. A principal preocupação está em garantir que o processo possa ser utilizado em um ambiente de múltiplos projetos de desenvolvimento de software.
De forma a simplificar a utilização da ferramenta, ela foi desenvolvida como uma Add-In (plugin) para o MS Project, já que esta é uma das ferramentas mais utilizadas para o processo de gestão de projetos. Com isso, evita-se a replicação e consistência dos dados, evitando que o gerente de projeto tenha que utilizar duas ferramentas isoladamente para tratar do mesmo projeto.
Uma das metas da Gerência de Riscos, para um modelo de domínio, é garantir que o maior número de riscos serão identificados dentro de um domínio de aplicação específico, organizando as informações e permitindo seu reuso.