SECOMU 96: A Pós-Graduação
em Ciência e Tecnologia de Informação no Brasil: onde
está, para onde vai.
Maria Elenita M. Nascimento, PhD Ciência
da Computação
e-mail elenita@cic.unb.br
Avaliação
Participativa: um fator essencial para melhoria da pesquisa e pós-graduação
Contribuição de Maria Elenita M. Nascimento para a discussão sobre CAPES & CACC e sobre Pós-graduação em Informática no Brasil;
Desde a década de 70 a Capes (Fundação
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior) vem realizando a avaliação dos cursos de pós-graduação
no Brasil.
Avaliar é uma tarefa difícil
especialmente quando se trata de um sistema dinâmico e complexo como
é o de pós-graduação. Apesar dos grandes esforços
da Capes nesse processo, há que se ressaltar que a experiência
brasileira em avaliação ainda é precária, o
que se recomenda uma postura flexível e cautelosa.
Dentro deste contexto as críticas
a avaliação da Capes centram-se principalmente: a) nos parâmetros
de avaliação; b) na forma como são compostos os comitês;
c) quanto as atitudes hegemônicas de membros de comitês, representantes
de centros que se fortalecem cientifica e culturalmente passando a predominar
nos comitês da Capes em detrimento dos centros emergentes; d) prevalência
do quantitativo sobre o qualitativo nas avaliações; e) os
prejuízos causados por avaliações falhas, uma vez
que baixos conceitos levam a redução de bolsas de estudos
e perdas de auxílios dados aos cursos.
Todos criticam de uma forma ou de outra
as avaliações. Mas será que existe uma forma de se
fazer uma melhor avaliação? Será que não está
na hora da comunidade como um todo participar desse processo e não
ficar exclusivamente para decisão de comitês fechados? É
importante que a avaliação seja participativa para que de
fato ela seja um processo educativo trazendo resultados construtivos e
nao somente punitivos. Enfim a avaliação deve ser compreendida
pelo avaliado para seja verdadeiramente mais eficiente.
Dentro do espirito de trocas de idéias
que norteia a apresentação das propostas apresentadas ao
SECOMU96 gostaria de levantar algumas questões de forma a subsidiar
as discussões durante o evento:
a) Os mecanismos tradicionais de avaliação de desempenho acadêmico baseados quase que exclusivamente em produção cientifica tradicional são adequados para uma efetiva avaliação?
b) Nao estaria na hora de se pensar em criar diretrizes e critérios de avaliação por subarea do conhecimento, que contemplassem a produção tecnológica em termos de produtos e patentes?
c) Qual o valor (em termos de resultados
práticos e econômicos) de se publicar de forma desarticulada
e dissociada de um planejamento de pesquisa básica e aplicada que
desconsidere os interesses da população e da industria?