
[Link para Download das Cartas]
Queria compartilhar aqui algumas cartas que fiz como parte das aulas de Prototipação Eletrônica (no curso de Design de Interação) e Sistemas Embarcados (em Ciência da Computação) que venho dando nos últimos anos.
A motivação principal é que hoje, de fato, existem muitas possibilidades de uso de diversos componentes eletrônicos. As coisas tão ficando cada vez mais baratas e mais fáceis de usar. A crescente comunidade ao redor de microcontroladores como o Arduino, é uma evidência desses fatores.
Porém, quando vamos ter (ou gerar) alguma ideia, num determinado contexto, a impressão que tenho é que ficamos limitados por aquilo que lembramos naquela hora, naquele recorte temporal da nossa mente. É como se não tivéssemos uma visão geral sobre os blocos que podemos usar, gerando ideias que ficam viciadas apenas às possibilidades que recordamos.
Daí veio a instigação de criar cartas com os principais sensores, atuadores e elementos de comunicação que sirvam de inspiração para a etapa de geração de ideias de projetos de computação física. O objetivo é ter o baralho como bombardeio visual, para abrir a cabeça para possibilidades esquecidas momentaneamente.
Mas por que cartas? Para mim, as cartas evocam um elemento lúdico, promovem a fácil combinação e ainda facilitam a comunicação durante o processo de geração de ideias, tornando-o mais ágil, energético e, potencialmente, mais criativo.
Tudo isso que estou afirmando, vem apenas de minhas impressões. Não tenho nada provado, nem coisas do tipo. Nem rodei nenhum experimento ainda… Mas, como acredito no potencial das cartas, acho uma boa compartilhar com a galera e ver quais usos o baralho pode evocar (como diria Caetano: ou não…).
Abaixo, seguem as bichinhas divididas em três categorias básicas: em vermelho, são os sensores (elementos que sentem o ambiente físico e traduzem as grandezas em sinais elétricos); em azul, os atuadores (elementos que atuam no ambiente físico a partir de um estímulo elétrico); e, em verde, formas de comunicação, como protocolos ou componentes.
Como podem ver, ainda são rabiscos toscos, muitas vezes com descrições bem superficiais. A ideia é que, com o tempo, as cartas fiquem mais arrumadas e que apareçam mais possibilidades. Mas nunca perdendo o foco de funcionar como uma comunicação simples.
Queria agradecer às conversas inspiradoras com Jeraman, Giordano Cabral, Rodrigo Medeiros, João Tragtenberg, Alissa Seixas, H.D. Mabuse, Felipe Ferraz, Geber Ramalho e a galera do MusTIC!
Bem, é isso!
Links & Referências
Conteúdo migrado do blog original (filipecalegario.wordpress.com).