COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
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Introdução
- O desenvolvimento visando um planeta equilibrado quanto aos grandes
interesses comuns da humanidade - biosfera, saúde, alimentação,
comunicações, transportes, etc. - passa, necessariamente,
por uma capacitação científica e tecnológica
de todos os países, pois na tecnologia está a possibilidade
de melhoria da qualidade de vida dos povos
O Brasil tem um papel fundamental neste processo, não só
pela importância numérica de sua população,
mas também pelo papel que desempenha no contexto de seu continente.
É do interesse não só da população brasileira,
como, acreditamos, de toda a comunidade internacional, que o Brasil tenha
uma participação mais efetiva no desenvolvimento econômico
mundial. Para isso, é fundamental e imprescindível incentivar
sistematicamente o desenvolvimento científico e tecnológico
nacional. Como se sabe, os produtos que agregam alta tecnologia possuem
alto valor nas trocas internacionais, contribuindo de forma decisiva para
os superávits comerciais dos seus países de origem.
A Informática é uma das áreas do conhecimento que
tem provocado uma evolução veloz dos paradigmas de nossa
sociedade. As máquinas estão cada vez mais substituindo o
trabalho rotineiro do homem. Com o desenvolvimento de áreas como
a Inteligência Artificial e a Robótica Inteligente, a outrora
utopia de as máquinas virem a executar tarefas que necessitam o
uso da inteligência começa a se concretizar (sistemas de aconselhamento
e/ou apoio à tomada de decisões já se encontram disponíveis
no mercado).
Apoiar o desenvolvimento da Informática, portanto, é fundamental
para o Brasil. Neste sentido, as ações que vem sendo efetuadas
pela comunidade e pelo governo, como a Lei 8248 - de incentivos à
P&D em Informática - e os programas especiais do CNPq/MCT (PROTEM-CC,
SOFTEX 2000, RNP, RHAE) são importantes mas ainda insuficientes
para suprir as necessidades do país, na área, no que se refere
a sua capacitação tecnológica.
A capacitação tecnológica de um país pode ser
avaliada através de sua capacidade para incorporar as inovações
às suas atividades econômicas (competitividade) e ao seu uso
social (modernização dos serviços). Ela depende do
grau de domínio exercido pelos recursos humanos do país sobre
o conjunto de conhecimentos científicos e empíricos passíveis
de uso na concepção e na implementação de melhores
soluções para os problemas. Ou seja, a capacidade tecnológica
de um país manifesta-se nas suas empresas e serviços, mas
depende da capacidade de suas universidades e centros de pesquisa em gerar
inovações que possam vir a ser transferidas.
Pressupostos
- Esperando que sejam amplamente debatidos pela comunidade, assumimos
os seguintes pressupostos:
- Só coopera com outros países quem já possui uma
base científica e tecnológica própria. Valer-se da
cooperação como a principal fonte de desenvolvimento é
condenar-se à dependência. Atualmente, os países protegem
muito a sua tecnologia. Não acreditamos no repasse de tecnologia
entre países, mas dos centros de C&T para as empresas dentro
de um mesmo país. Acreditamos, contudo, na aquisição
do conhecimento através do trabalho cooperativo dentro dos projetos
e através da formação de recursos humanos.
- A formação de recursos humanos, embora seja uma forma
diferenciada de se estabelecer a cooperação internacional,
não deve estar isolada dos projetos de C&T. Por constituir-se
em uma das grandes linhas de investimentos do país, deve ser capitalizada
para permitir uma maior integração entre os grupos (universidades,
centros de pesquisa, empresas, etc.) de origem e de destino dos pesquisadores
em formação. Ou seja, quando enviamos ou recebemos um aluno,
devemos estabelecer um vínculo entre dois grupos e não mais
apenas entre um aluno e seu orientador. Isso cria o comprometimento entre
as partes, promovendo a aproximação e o trabalho cooperativo.
- A cooperação só acontece quando existe complementariedade
real de interesses políticos, econômicos e sociais, pois a
cooperação em C&T não é algo isolado do
conjunto de relacionamentos internacionais do país. Pode-se afirmar
que a palavra "paz" se traduz, nos nossos dias, por desenvolvimento.
Os acordos de cooperação científica, tecnológica
e cultural estão quase sempre ligados aos interesses econômicos
e estratégicos dos países.
- Há necessidade de auto-financiamento da pesquisa feita no Brasil.
Somente poderemos estabelecer programas de cooperação que
produzam resultados de interesse nacional se existirem verbas para financiar
a contrapartida brasileira do projeto. Isso permitiria discutir, de igual
para igual, a elaboração, a divisão, a execução
e a aplicação dos resultados dos projetos de C&T. Do
contrário, seremos apenas mão-de-obra para o desenvolvimento
das pesquisas e protótipos dos produtos necessários aos países
detentores do capital.
- O estabelecimento de laços que permitam uma maior internacionalização
da nossa pesquisa. A participação em projetos de cooperação
internacional, que visam o desenvolvimento de C&T e/ou a formação
de recursos humanos, permitem a divulgação internacional
de nossa competência científica e, consequentemente, promovem
o reconhecimento da capacidade brasileira no exterior. Sob o ponto de vista
desta autora, este constitui o grande passo necessário para a área
de Informática brasileira. Para isso, faz-se necessário um
grande incentivo aos projetos cooperativos internacionais e à divulgação
dos resultados de nossa pesquisa no exterior, por parte dos órgãos
de financiamento de C&T. É justamente neste aspecto que o programa
ProTeM-CC pode contribuir. A sua experiência exitosa de aproximação
e elaboração de projetos de C&T conjuntos dentro do país,
pode ser estendida para o âmbito internacional. O ProTeM-CC tem tratado
de forma exemplar as diferenças regionais e integrado esforços
visando o desenvolvimento geral da área de Informática no
Brasil. Atualmente o Programa tem apoiado projetos nacionais com parcerias
internacionais (estão iniciando 21 projetos ProTeM-CC que possuem
cooperação internacional) e, embora de uma forma tímida,
a participação de grupos brasileiros em projetos com a União
Européia (ALFA - três projetos, INCO - um projeto, ESPRIT
- um projeto). Esse é o papel diferenciado que o ProTeM-CC poderá
assumir dentro da área de cooperação internacional,
pois o apoio aos projetos multi-institucionais está de acordo com
a sua filosofia. Esta forma de parceria não está coberta
pelas linhas normais de cooperação oferecidas pelas agências
brasileiras.
- Optamos por defender, neste seminário, o firme apoio do Estado
à uma política de Ciência e Tecnologia. Se olharmos
para a história, veremos que antes da revolução industrial
não havia uma grande diferença entre as sociedades. A industrialização
e, mais recentemente, a tecnologia de ponta - a era pós-industrial
- marcaram as diferenças Norte/Sul e, na nossa opinião, este
distanciamento aumenta a cada dia. As sociedades agrárias eram semelhantemente
organizadas e a vida não diferia muito nos vários pontos
do mundo. Se compararmos o Brasil de hoje - semi-industrializado, com uma
renda per capita, de 2 mil dólares - aos países da África
- a maior parte constituída por sociedades agrárias, com
uma renda de 200 dólares - e ao Japão - da tecnologia, com
uma renda de 20 mil dólares - podemos constatar que o Brasil está
mais próximo da África.
Panorama Atual
- O mundo de hoje desenvolve a idéia da organização
dos grandes espaços. Assim, cada vez mais a tendência é
de que a cooperação internacional aconteça entre blocos
de países e não mais na forma bilateral tradicional. Um bom
exemplo disso é o grande número de projetos de C&T compostos
por grupos brasileiros e grupos pertencentes ao espaço da União
Européia. Dentro deste contexto, a forma mais utilizada, para o
desenvolvimento da pesquisa que é também a recomendada pela
UNESCO, tem sido as redes de pesquisadores. O Brasil está
ligado a um desses grandes espaços: o MERCOSUL. Temos o privilégio
de um entorno não hostil o que favorece a integração
(nossos vizinhos não representam ameaça). Entretanto, sabemos
que as diferenças de desenvolvimento Norte/Sul tem aumentado e que
um fator assinalado por Prebisch em 1949 permanesse: a América Latina
(e os países pobres em geral) é incapaz de gerar, autoctonemente,
as alavancas do progresso técnico e de apropriar-se dos seus resultados.
Em termos de Brasil, e especificamente em relação Infromática,
é possível apresentar um panorama da área a partir
de dados que conseguimos coletar em documentos publicados pelas várias
agências, pela SBC e através de contatos pessoais.
Um documento do Comitê Assessor de Ciência da Computação
do CNPq, publicado em junho de 1986, deixava bem claro que para a área
de computação eram destinados apenas 0.9% das bolsas de pesquisa,
4.2% dos recursos para o financiamento de projetos de pesquisa (menos de
25% da demanda), 1.6% das bolsas de iniciação científica,
2.7% das bolsas de mestrado e 2.4% das bolsas de doutorado no país.
A área recebia 3.7% das bolsas de doutorado no exterior, considerando
o total de bolsas da CAPES e do CNPq.
Esses dados, em geral, não mudaram muito. Nos últimos dois
anos, por exemplo, faltaram bolsas de mestrado e doutorado no país.
Ou seja, temos condições de formar mais pessoas, aqui mesmo,
desde que os recursos estejam disponíveis. A única mudança
de cenário foi o surgimento do Programa Multiinstitucional em Ciência
da Computação - ProTeM-CC, já apresentado neste documento,
que destinou, nos últimos dois anos, aproximadamente 18 milhões
de dólares para os projetos de pesquisa, e do Programa Software
para a Exportação - SOFTEX, que destinou, em 4 anos, cerca
de 40 milhões de dólares (recursos do governo e dos parceiros)
para o incentivo à produção e colocação
de produtos brasileiros no mercado internacional. O SOFTEX possui, atualmente,
570 associados, sendo que 200 grupos são incentivados e 60 empresas
estão exportando. É importante lembrar, ainda, que a implantação
da RNP - Rede Nacional de Pesquisa - que possibilita a ligação
das universidades brasileiras entre si (embora nem todas estejam conectadas)
e com o exterior, também representa um grande avanço para
todas as áreas de ensino e pesquisa do país e, particularmente,
para a área de informática. Mas, no balcão das diversas
agências, a situação não mudou muito: por exemplo,
as verbas dos projetos submetidos ao CNPq em 93, foram pagas apenas em
95.
Em 1990, do total de recursos da CAPES e do CNPq, 1,3% foi destinado a
bolsas de pesquisa, 3,6% à iniciação científica,
2.6% a mestrados no Brasil, 1,6% a doutorados no Brasil e 4,5% a doutorados
no exterior.
Em 86 existiam cerca de 400 mestres e doutores em atividade no Brasil,
distribuídos em cerca de 25 departamentos de Ciência da Computação,
contra, por exemplo, 64 mil nos Estados Unidos! Atualmente existem 670
doutores atuantes em universidades.
Desde 93, a média de entrada de novos doutores no mercado é
de 70 por ano - 50 formados no exterior e 20 no país. De acordo
com documento do Programa ProTeM-CC, o objetivo da área, para os
próximos 5 anos criar cerca de 30 departamentos, sendo 10 de grande
porte. Isso posibilitaria a formação de 4.500 alunos de graduação,
3.600 mestres e especialistas e 900 doutores. Em relatório estatístico
(a ser publicado pelo CNPq) com dados do MEC, apenas 15% dos egressos de
curso superior pertencem à área de tecnologia. Estas previsões
estão associadas a projeções feitas para o crescimento
do setor industrial, do mercado e de vagas de empregos.
Registra-se ainda, que a FINEP tem realizado investimentos na modernização
dos equipamentos básicos das universidades e que existe algum esforço
das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs)
- quase todas enfrentando dificuldades financeiras - nos Estados que as
possuem.
Segundo a SEPIN, em 1990 a indústria empregava 124 mil pessoas,
das quais 39 mil de nível superior, sendo que 24 mil em hardware
e software e 15 mil em serviços e consultoria. O faturamento destes
setores era de 88,2 milhões de dólares ao ano, em software
e hardware e 42,3 milhões, em serviços e consultoria. Em
92 o faturamento em software e hardware, por funcionário, chegou
a 110 mil dólares por ano. As previsões para o ano 2000 são
de que, se não for feito um grande investimento na área de
formação de recursos humanos, venham a faltar cerca de 15
mil profissionais de Informática.
A comunidade nacional de informática está reunida e articulada
na Sociedade Brasileira de Computação - SBC, que foi criada
em 1978 e conta, atualmente, com cerca de 4 mil sócios (estudantes,
professores, profissionais da área, universidades e empresas). A
SBC realiza anualmente um congresso da área onde são discutidas
questões científicas, educacionais, sociais e políticas.
Além deste congresso, as suas diversas comissões temáticas
realizam simpósios anuais. Existem, atualmente, 12 áreas
de interesse organizadas dentro da SBC.
A SBC também está filiada aos seguintes organismos internacionais:
IFIP (International Federation for Information Processing), IEEE Computer
Society e CLEI (Centro Latino-Americano de Estudos e Ensino de Informática).
A SBC tem representado a comunidade de informática em diversos fóruns
de decisão nacional (Congresso Nacional, CNPq, CAPES, FINEP, etc.).
O Brasil de 1996, tem cerca de 18% analfabetos e menos de 10% dos adultos
completaram os oito anos do 1o. grau. Estes dados bastam para termos a
clareza de que a grande opção brasileira deve ser a educação.
Como estamos falando dos grandes espaços, vale a pena lembrar que,
felizmente, na nossa vizinha Argentina, 70% da população
possui o 1o. grau completo. Assim, acreditamos que a pobreza do Brasil
está intimamente ligada às deficiências de escolaridade
de nossa população.
Logo, precisamos desenvolver projetos conjuntos na área de formação
de recursos humanos de forma criativa, para permitir que a junção
de esforços em áreas em que possuímos massa crítica
suficiente, no MERCOSUL, resulte na formação cooperativa
de nossos alunos. Isso já significaria uma diminuição
dos gastos e um aumento do númer de beneficiados.
Necessitamos de um organismo que responda pela marca MERCOSUL na área
de C&T e que promova a aproximação de pares. É
fundamental que nos conheçamos para cooperarmos. O estabelecimento
de políticas comuns na área de C&T alarga a capacidade
de negociação internacional. O Brasil, ou qualquer outro
país do MERCOSUL, possui uma força bastante limitada ao participar
isoladamente das negociações, em geral, e no que toca aos
projetos de C&T, em particular, com outros blocos. A força certamente
será maior, se for o Brasil amparado pelo MERCOSUL. A Espanha já
percebeu isso há muito tempo e, como consequência, propôs
a criação do CYTED no âmbito iberoamericano (Programa
visa o apoiar a apoximação dos pesquisadores de diversas
áreas do conhecimento, dentre elas a Informática). Além
disso, o MERCOSUL pode aumentar a capacidade científico-tecnológica
dos países membros, pois aumenta a massa crítica capaz de
responder à demanda de parcerias externas.
Há um grande número de fundações e organismos
públicos e privados, que visam incentivar o desenvolvimento científico
e tecnológico da América Latina. Cito, em anexo, apenas alguns
endereços onde estas informações poderão ser
obtidas. Existe, ainda, um grande número de acordos internacionais
que tornam viáveis, do ponto de vista legal, este tipo de cooperação.
Cabe a nós pesquisadores o desenvolvimento de projetos de C&T
conjuntos e cabe ao MERCOSUL o estabelecimento de mecanismos que permitam
uma integração operacional ágil e transparente destas
instituições.
Como se pode observar, propomos a expansão da cooperação
com o MERCOSUL e justificamos esta escolha através do nosso espaço
geográfico imediato: a América Latina, como forma de ampliar
a nossa capacidade de cooperação (massa crítica na
área) com os países do 1o. mundo. Acreditamos que não
existe um desenvolvimento social e econômico que se dê de forma
isolada. Ou crescemos juntos, ou não e uma sociedade mais justa.
Esta opção de forma alguma ignora o trabalho cooperativo
que já existe entre o Brasil e a União Européia, os
Estados Unidos da América e outros tantos. Conhecemos os laços
que nos aproximam destes países, pois, via de regra, foi onde complementamos
nossa formação. Consideramos que estes laços devem
ser mantidos e alargados. Apenas desejamos enfatizar que, cada vez mais,
a cooperação envolve redes de países e pesquisadores
e que para participarmos deste modelo necessitamos ter parcerias fortes
com os nossos vizinhos geográficos.
A tecnologia da Internet foi decisiva para que a mudança de paradigma
na forma de cooperação ocorresse. Atualmente, podemos desenvolver
projetos de dois ou três anos com apenas algumas reuniões
de avaliação. Todo o trabalho pode ser executado de maneira
distribuída e a integração dos módulos faz-se,
também em grande parte, através das redes de computadores.
As universidades brasileiras estão, na sua maioria interligadas
através da Rede Nacional de Pesquisa, as empresas também
já estão utilizando esta tecnologia. Em escalas diferentes,
esta é a realidade da América Latina de hoje em relação
à comunicação e certamente é a realidade da
maioria dos países com os quais temos relações na
área de C&T.
Defendemos que para ampliarmos a área de cooperação
internacional, no que se refere à Informática, faz-se necessária
uma estrutura organizacional que gerencie e torne viável este esforço.
Neste sentido, apresentamos algumas sugestões que são fruto
da experiência em projetos de cooperação entre Brasil
e Portugal, mas que julgamos de ampla aplicabilidade:
- edital para a chamada de projetos que torne totalmente transparente
o porquê do investimento de recursos financeiros em cooperação
internacional e a sua relevância para os dois países envolvidos;
- apresentação pública dessas propostas mesmo que
seja apenas via WWW; .
- independência da seleção das propostas, com destaque
para o enunciado dos critérios científicos e políticos
subjacentes. Comunicação aos proponentes dos resultados da
seleção e dos pareceres técnicos;
- incrementar de fato a cooperação além das viagens
tipo missão;
- maior apoio aos projetos existentes, tendo em vista a formação
de recursos humanos, a orientação de atividades de pesquisa
(a preparação de dissertações de mestrado e
teses de doutorado), a definição de currículos, a
constituição de laboratórios especiais (de ensinoà
distância) e de professores (pós-doutorado).
- acompanhamento de todo o processo da cooperação na Internet
(página WWW) com a informação dos projetos submetidos,
selecionados e em andamento, não só para amplo conhecimento
da comunidade científica, mas também para motivar participações
empresariais posteriores. Esta publicitação poderá
melhorar a qualidade das futuras propostas e gerar sinergias indispensáveis
para o desenvolvimento dos países envolvidos;
- a abertura de um progrma de bolsas de estudo que vincule os alunos,
em formação, aos projetos de cooperação internacional;
- apoio à participação empresarial nos projetos
aprovados, através de incentivos e facilidades de carácter
inovador;
- re-animação da coperação científica
e técnica através da troca bianual dos seus coordenadores
nacionais, facilitando a dinâmica das interacções,
a representatividade das comunidades científicas, a intervenção
nas mesmas através de atividades multifacetadas e a visita aos grupos
mais ativos na cooperação para descobrir anseios e necessidades
de recursos.
Este texto teve como motivação a busca de respostas para
as sequintes questões:
- Para que cooperar?
- Que tipo de cooperação interessa ao Brasil?
- Quais as bases (organizacional, RH para P&D e RH para o gerenciamento
de P&D internacional) para estabelecermos cooperação
internacional?
- Como devemos conduzir o processo de cooperação Internacional?
- Qual o papel do ProTeM-CC na área de Cooperação
Internacional?
e esperamos que também sirva de motivação para o debate
público.
Bibliografia
- Formação de recursos humanos pesquisa e desenvolvimento,
documento CNPq/ProTeM-CC 1994.
Os Primeiros 15 anos da Política Nacional de Informática,
livro CNpq/ProTeM-CC 1995.
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in Cooperação Internacional: Estratégias e Gestão,
(ed. Jacques Marcovitch), EDUSP, 1994.
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in Cooperação Internacional: Estratégias e Gestão,
(ed. Jacques Marcovitch), EDUSP, 1994.
Anexo
Endereços com informações sobre a
cooperação na América Latina
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- http://www-cite.cnpq.br
- http://www.dct.mre.gov.br
- http://www.di.uminho.pt/cyted/cyted.html
- http://www.newcastle.research.ec.org/esprit-br/
- http://www.di.fc.ul.pt
- ftp://ftp.khoros.unm.edu/pub/rfc/vendors-guide.doc
- gopher://info.anu.edu.au/00/elibrary/country/India/sci-faq-dir/email
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