Um requisito é definido como sendo uma propriedade que deve ser analisada a fim resolver algum problema do sistema. A primeira sub-área desta área de conhecimento é: fundamentos dos requisitos. Esta inclui as definições dos próprios requisitos de software e também dos tipos principais de requisitos: de produto, de processo, funcionais, não-funcionais e emergentes. Esta sub-área também descreve a importância de requisitos quantitativos e distingue-os entre requisitos de sistema e requisitos de software.
A segunda subárea é: o processo da engenharia de requisitos, que introduz o próprio processo, orientando as cincos sub-áreas restantes e mostrando como a engenharia de requisitos se relaciona com os outros processos da engenharia de software. Esta sub-área descreve modelos de processo, atores do processo, processos de suporte e gerência do processo, além de tratar da qualidade e da melhoria do processo.
A terceira sub-área é a de: elicitação de requisitos, que é responsável por informações como: de onde requisitos de software vêm e de como o engenheiro de software pode coletá-los. Inclui fontes dos requisitos e técnicas de elicitação.
Já a quarta sub-área, análise de requisitos, é responsável pelo processo de análise de requisitos, possuindo as seguintes atividades:
Descobrir e resolver conflitos entre requisitos;
Analisar os limites e restrições do software;
Elaborar requisitos de sistema para o software;
A análise dos requisitos do software também inclui a classificação dos requisitos, alguns modelos conceituais, o projeto da arquitetura, a alocação dos requisitos e as negociações dos mesmos.
A quinta sub-área é a de especificação de requisitos. A especificação de requisitos consiste tipicamente da elaboração de um documento, ou a seu equivalente eletrônico, que deve ser sistematicamente revisto, avaliado e aprovado. Para sistemas complexos, são produzidos três tipos de documentos: definição do sistema, especificação de requisitos do sistema e especificação de requisitos do software. Esta sub-área descreve todos os três documentos e as atividades subjacentes.
Já a sexta sub-área é a validação dos requisitos, que consiste no processo de examinar os documentos dos requisitos para assegurar-se de que estejam definindo o sistema corretamente (isto é, o sistema que o usuário espera). É subdividido em descrições dos processos de revisão dos requisitos, prototipagem e testes do modelo da validação e de aceitação.
A sétima e última sub-área é a de considerações práticas. Esta descreve os tópicos que necessitam ser compreendidos na prática. O primeiro tópico é a natureza iterativa do processo dos requisitos. Os três tópicos seguintes são fundamentalmente sobre gerência da mudança e a manutenção dos requisitos em um estado que espelhe exatamente o software a ser construído. Inclui a gerência da mudança, os atributos dos requisitos e a seqüência dos requisitos. O tópico final é sobre processos de medição dos requisitos.