O planejamento da qualidade envolve
identificar que padrões de qualidade são
relevantes para o projeto e determinar como
satisfazê-los. Ele é um dos processos
facilitadores chave do planejamento do
projeto e deve ser executado de forma
regular e em paralelo com os outros processos de
planejamento do projeto. Por exemplo, mudanças
no produto do projeto, necessárias para atender
os padrões de qualidade identificados, podem
exigir ajustes no prazo ou no custo ou, ainda, a
qualidade desejada do produto pode exigir uma análise
detalhada do risco de um problema identificado.
Antes do desenvolvimento das séries ISO 9000,
as atividades aqui descritas como planejamento
da qualidade eram amplamente discutidas como
parte da garantia da qualidade.
As técnicas de planejamento da qualidade
discutidas aqui são aquelas mais freqüentemente
empregadas nos projetos. Existem muitas outras
que podem ser úteis em determinados projetos ou
em algumas áreas de aplicação.
A equipe do projeto deve, também, estar atenta
a um dos princípios fundamentais da moderna gerência
de qualidade - a qualidade é planejada, não
inspecionada.
Entradas
para o Planejamento da Qualidade
As políticas de qualidade podem
ser definidas como “as intenções e
direcionamentos globais de uma organização com
relação à qualidade, expressos formalmente
pela alta gerência”. Na maioria das vezes, as
políticas de qualidade da organização podem
ser adotadas pelo projeto “na sua forma
original”. Entretanto, se na organização
faltarem políticas formais de qualidade, ou se
o projeto envolver múltiplas organizações, a
equipe de gerenciamento do projeto deve
desenvolver suas próprias políticas de
qualidade para o projeto. Seja qual for a origem
das políticas de qualidade, a equipe de
gerenciamento do projeto é responsável por
garantir que as partes envolvidas no projeto
estejam plenamente conscientes dela. Por
exemplo, através da distribuição adequada das
informações.
A declaração do escopo é a
entrada chave para o planejamento da qualidade,
uma vez que ela documenta os principais
subprodutos do projeto bem como os objetivos do
projeto que servem para definir importantes
requisitos das partes envolvidas. Voltar
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A Descrição do produto embora seus
elementos possam estar incorporados na declaração
do escopo, a descrição do produto conterá, na
maioria das vezes, detalhes de questões técnicas
e outros aspectos, que podem afetar o
planejamento da qualidade. Voltar
tabela
Em padrões e regulamentos a equipe de
gerenciamento do projeto deve considerar os padrões
e regulamentos específicos da área de aplicação
que possam afetar o projeto.
Além da declaração do escopo e da descrição
do produto, os processos das outras áreas de
conhecimento podem produzir saídas que devem
ser consideradas como parte do planejamento da
qualidade. Por exemplo, o planejamento das
aquisições (descrito na Seção
12.1) pode identificar as exigências de
qualidade dos contratantes que devem estar
refletidas em todo o plano de gerenciamento da
qualidade. Voltar tabela
8.1.2
Ferramentas e Técnicas para o Planejamento da
Qualidade
.1 Análise de custo/benefício.
Os processos de planejamento da qualidade devem
considerar as relações de custo/benefício,
como descrito na Seção
5.2.2.2. O principal benefício do
atendimento dos requisitos de qualidade é um
menor retrabalho, o que significa maior
produtividade, menores custos e aumento da
satisfação das partes envolvidas. O principal
custo do atendimento dos requisitos de qualidade
é o gasto associado às atividades de
gerenciamento da qualidade do projeto. É um
axioma da disciplina de gerência da qualidade
que os benefícios superam os custos. Voltar
tabela
.2 Benchmarking. O
Benchmarking envolve comparar as práticas reais
ou planejadas do projeto com as de outros
projetos, para gerar idéias de melhoria e
fornecer um padrão pelo qual se possa medir o
desempenho. Os outros projetos podem estar
dentro da organização executora ou fora dela.
Podem, ainda, estar dentro da mesma área de
aplicação ou em outra área. Voltar
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.3 Fluxogramação. Um
fluxograma é qualquer diagrama que mostre como
os vários elementos de uma sistema se
relacionam. As técnicas de fluxogramação
comumente usadas no gerenciamento da qualidade são:
- Diagrama de Causa e Efeito: também
conhecido como Diagrama de Ishikawa ou
Diagrama Espinha de Peixe, que ilustra como
as diversas causas e sub-causas estão
relacionadas com a criação de problemas ou
efeitos potenciais. A Figura 8.2 é
um exemplo de um diagrama de causa e efeito
genérico.
- Fluxogramas de Sistema ou Processo, que
mostram como os diversos elementos do
sistema se interagem. A Figura 8.3 é
um exemplo de um fluxograma de processo para
revisão de projeto. A fluxogramação pode
auxiliar a equipe do projeto a antecipar os
problemas de qualidade e onde esses
problemas podem ocorrer e, por conseguinte,
auxiliar na elaboração de abordagens para
lidar com os mesmos.
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.4 Desenho de experimentos.
O desenho de experimentos é um método estatístico
que auxilia a identificar que fatores
provavelmente influenciam determinadas variáveis.
A técnica é mais freqüentemente aplicada ao
produto do projeto (por exemplo, os projetistas
do setor automobilístico podem desejar
determinar que combinações de suspensão e
pneus produzirão as mais vantajosas características
de locomoção a um custo razoável).
Essa técnica pode, também, aplicar-se às
questões da gerência de projeto, tais como os
balanceamentos entre prazo e custo. Por exemplo,
embora os engenheiros senior sejam mais caros
que os engenheiros junior, espera-se, também,
que os primeiros completem o trabalho num menor
prazo. Um “experimento” bem projetado (neste
caso, computando os custos e prazos das diversas
combinações de engenheiros senior e junior)
permitirá, na maioria das vezes, determinar uma
solução ótima, para uma quantidade
relativamente limitada de casos.
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.5 Custo da Qualidade.
O custo da qualidade refere-se ao custo total de
todos os esforços empreendidos para atingir a
qualidade do produto/serviço, e inclui todo o
trabalho para garantir a conformidade com os
requisitos, bem como todo o trabalho resultante
da não conformidade com os requisitos. Existem
três tipos de custos: custos de prevenção,
custos de avaliação e custos de falha, onde o
último é desmembrado em custos de falha
interna e externa.
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8.1.3 Saídas do
Planejamento da Qualidade
.1 Plano de gerenciamento da
qualidade. O plano de gerenciamento da
qualidade deve descrever como a equipe de
gerenciamento do projeto irá implementar suas
políticas de qualidade. Na terminologia ISO
9000, ele deve descrever o sistema de qualidade
do projeto: “a estrutura organizacional,
responsabilidades, procedimentos, processos e
recursos necessários para implementar o
gerenciamento da qualidade” [5].
O plano de gerenciamento da qualidade é entrada
para o plano geral do projeto (descrito na
seção
4.1, Desenvolvimento do Plano do Projeto) e
deve endereçar o controle da qualidade, a
garantia da qualidade e a melhoria da qualidade
do projeto. O plano de gerenciamento da
qualidade pode ser formal ou informal, muito
detalhado ou bastante amplo, tendo como base as
necessidades do projeto.
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.2 Definições operacionais.
Uma definição operacional descreve, em termos
bastante específicos, o que significa cada
elemento e como ele será medido no processo de
controle da qualidade. Por exemplo: não é
suficiente dizer que alcançar as datas
planejadas no cronograma é uma medida do
gerenciamento da qualidade; a equipe de
gerenciamento do projeto deve também indicar se
cada atividade deve iniciar na data planejada ou
somente terminar na data planejada; se as
atividades individuais serão medidas ou somente
certos resultados e, em caso positivo, quais
deles. As definições operacionais são também
chamadas, em algumas áreas de aplicação, de métricas.
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.3 Checklists. Um
checklist é uma ferramenta estruturada,
normalmente contendo itens específicos,
utilizada para verificar se um conjunto de
passos necessários estão sendo executados. Os
checklists podem ser simples ou complexos.
Normalmente são utilizadas frases imperativas
(“Faça isto!”) ou interrogativas (“Você
fez isto?”). Muitas organizações possuem
checklists padronizados para garantir consistência
nas atividades mais comumente realizadas. Em
algumas áreas de aplicação, os checklists são
também disponibilizados por associações
profissionais ou fornecedores de serviços.
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.4 Entradas para outros
processos. O processo de planejamento da
qualidade pode identificar a necessidade de
atividades adicionais em outras áreas.
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