O controle da qualidade envolve monitorar os
resultados específicos do projeto para determinar
se eles estão de acordo com os padrões de
qualidade relevantes e identificar formas de
eliminar as causas dos resultados insatisfatórios.
Deve ser executado ao longo do projeto. Os
resultados do projeto incluem tanto os resultados
do produto quanto os resultados do gerenciamento
do projeto, tais como desempenho do custo e do
prazo. O controle da qualidade é normalmente
executado pelo Departamento de Controle da
Qualidade ou unidade organizacional similar,
embora isso não seja uma exigência.
A equipe de gerenciamento do projeto deve ter
conhecimento prático de controle estatístico da
qualidade, especialmente sobre as técnicas de
amostragem e probabilidade, para auxiliá-la na
avaliação das saídas do controle da qualidade.
Dentre outros assuntos, ela deve saber a diferença
entre:
- Prevenção (manter os erros fora dos
processos) e inspeção (manter os erros fora
das mãos do cliente).
- Amostragem por atributo (o resultado está
conforme ou não) e amostragem por variável
(os resultados são distribuídos numa escala
contínua que mede o grau de conformidade).
- Causas especiais (eventos não usuais) e
causas aleatórias (variações normais do
processo).
- Tolerâncias (o resultado é aceitável se
está dentro de um intervalo específico de
tolerância) e limites de controle (o processo
está sob controle se o resultado está dentro
dos limites de controle).
Gerenciamento da Qualidade Total (TQM):
O gerenciamento da qualidade total envolve
ações executadas de forma planejada e
sistemática, para aplicação e implementação
de um ambiente no qual, em todas as relações
fornecedor cliente da organização, sejam elas
internas ou externas, exista a satisfação mutua.
Este gerenciamento, de maneira geral, contempla
características relacionadas aos seguintes itens:
·
Conhecimento do próprio negocio
·
Conhecimento das necessidades e
expectativas dos clientes
·
Desdobramento das necessidades
dos clientes, em linguagem própria,
refletindo as mesmas nos sistemas e processos
da organização.
·
Definição de critérios para
avaliação e indicadores de controle de
processo.
·
Aprimoramento continuo das pessoas,
processos, gestão e
sistemas, buscando a prevenção de ocorrência de
problemas,
eliminação de desperdícios, redução de custos
e aumento de
produtividade, adequando os produtos ou serviços
as
necessidades do mercado
Entradas para o Controle da
Qualidade
Os resultados do trabalho incluem
tanto os resultados dos processos quanto os
resultados do produto. As informações sobre os
resultados esperados ou planejados (do plano do
projeto) devem estar disponíveis juntamente com
as informações dos resultados apurados.
O plano de gerenciamento da qualidade é
descrito na Seção Saídas
do Planejamento da Qualidade.
As definições operacionais são descritas
na
Seção
Saídas
do Planejamento da Qualidade.
Os checklists (lista de verificações) são
descritos na Seção
Saídas
do Planejamento da Qualidade.
Ferramentas e Técnicas para o
Controle de Qualidade
A inspeção inclui as atividades tais como
medir, examinar e testar, executadas para
determinar se os resultados estão em conformidade
com os requisitos. As inspeções podem ser
conduzidas em qualquer nível (por exemplo, os
resultados de uma simples atividade podem ser
inspecionados ou o produto final do projeto pode
ser inspecionado). As inspeções são chamadas,
de forma variada, revisões, revisões de produto,
auditorias e acompanhamentos (walkthroughs); em
algumas áreas de aplicação estes termos possuem
um significado específico e limitado.
As gráficos de controle são gráficos que
apresentam os resultados de um processo ao longo
do tempo. São utilizadas para determinar se o
processo está “sob controle” (por exemplo,
existem diferenças nos resultados devido a variações
aleatórias ou existem ocorrências de eventos não
usuais cujas causas devem ser identificadas e
corrigidas?). Quando um processo está sob
controle, ele não deve ser ajustado. O processo
pode ser modificado para proporcionar melhorias,
mas ele não deve ser ajustado quando está sob
controle.
As cartas de controle podem ser usadas para
monitorar qualquer tipo de variável de saída.
Embora mais freqüentemente utilizadas no
acompanhamento de atividades repetitivas, tais
como lotes de fabricação, as cartas de controle
podem, também, ser empregadas para monitorar as
variações de custo e prazo, volume e freqüência
de mudanças no escopo, erros nos documentos do
projeto ou outros resultados do gerenciamento para
ajudar a determinar se o processo de gerenciamento
do projeto está sob controle. A Figura
1.2 é uma carta de controle do desempenho
do prazo do projeto.
O diagrama de Pareto é um histograma,
ordenado por freqüência de ocorrência, que
mostra quantos resultados foram gerados por tipo
ou categoria de causa identificada (Figura 1.3).
A ordenação por freqüência é utilizada para
direcionar as ações corretivas - a equipe do
projeto deve tomar ações para corrigir,
primeiro, os problemas que estão causando a maior
quantidade de defeitos. Os diagramas de Pareto estão,
conceitualmente, relacionados à Lei de Pareto que
afirma que uma quantidade consideravelmente
pequena de causas irá, tipicamente, produzir a
grande maioria dos problemas ou defeitos. Ela é
comumente referenciada como princípio de 80/20,
onde 80 por cento dos problemas se devem a 20 por
cento das causas.
A amostragem estatística envolve escolher
para inspeção uma parte da população alvo (por
exemplo, escolher aleatoriamente dez plantas de
engenharia de uma lista de setenta e cinco). Uma
amostragem apropriada normalmente reduz os custos
de controle da qualidade. Existe um corpo
significativo de conhecimento sobre amostragem
estatística; em algumas áreas de aplicação é
necessário que a equipe de gerenciamento do
projeto esteja familiarizada com a variedade de técnicas
de amostragem.
Figura 1.2
A fluxogramação é descrita na
Seção
Saídas
do Planejamento da Qualidade.
A fluxogramação é usada no controle da
qualidade para auxiliar na análise dos
problemas.
A análise de tendência envolve a utilização
de técnicas matemáticas para prever resultados
futuros com base nos resultados históricos. A análise
de tendência é normalmente empregada para
monitorar:
Saídas do Controle da Qualidade
A melhoria da qualidade é descrita na
Seção
Saídas
do Planejamento da Qualidade.
Na decisões de aceitação os itens inspecionados
serão aceitos ou rejeitados. Os itens rejeitados
podem exigir retrabalho, descrito na Seção Saídas
do Planejamento da Qualidade.
O retrabalho é uma ação
tomada para adequar os itens com defeito, ou em não
conformidade, aos requisitos ou especificações.
O retrabalho, especialmente aquele não
antecipado, é causa freqüente de atrasos no
projeto, na maioria das áreas de aplicação. A
equipe do projeto deve empreender o máximo de
esforço para minimizar o retrabalho.
Quando os checklists são utilizados,
aqueles preenchidos devem fazer parte dos
registros do projeto. Ver seção
Saídas
do Planejamento da Qualidade.
Os ajustes no processo envolvem a tomada de
ações corretivas ou preventivas imediatas como
resultado das medições do controle de qualidade.
Em alguns casos, os ajustes no processo podem
necessitar ser tratados conforme os procedimentos
do controle geral de mudança.