ADMINISTRAÇÃO DE SITES REMOTOS
Morgan Stanley's Aurora System

Ana Karina Pinto Barbosa e Andrea Queiroz Santos







Abstract



Este paper tem por objetivo apresentar o desafio da companhia Morgan Stanley na criação de um ambiente distribuído que permitisse gerenciar centralmente, de forma produtiva, milhares de sistemas em mais de 30 escritórios espalhados por todos os continentes do globo.


História



Morgan Stanley é uma companhia de investimentos bancários. Os negócios diários da firma dependem da estabilidade, confiabilidade e funcionalidade de sua tecnologia. A firma realiza negócios durante quase todo o tempo, existindo portanto, poucas horas em que atividades comerciais não estão sendo realizadas através das redes da companhia.

Até novembro de 1993, as atividades de computacão em UNIX dentro da Morgan Stanley eram divididas em dois diferentes grupos. Uma unidade de negócios, a Fixed Income Division, mantendo sua própria equipe de gerenciamento, chamada Fixed Income Research (FIR) a qual necessitava de uma significante capacidade computacional. Esta divisão realizou e encorajou o crescimento e o uso de equipamentos para que atingisse o seu completo potencial. FIR era responsável pelas decisões relacionadas à computação.

Em contraste, o grupo de Sistemas de Informação (IS) era responsável pela grande maioria dos sistemas Unix na Morgan Stanley, auxiliando muitas unidades de negócios com diferentes necessidades e desejos. Em algumas ocasiões era permitido ao IS sugerir soluções tecnológicas para problemas e implementar estas decisões. Em muitos casos, foi apresentado ao IS sistemas de gerenciamento sem nenhuma consultoria inicial, e quaisquer sugestões, especialmente as que necessitavam custos adicionais, foram patrocinadas pelas unidades de negócios. IS e FIR raramente cooperavam.

Em novembro de 1933 ocorreu a união do FIR com o IS dando origem ao departamento de Teconologia de Informação (IT) consolidando, assim, todas as atividades de computação em uma única organização com significante autoridade em relação à tomada de decisões. Em meados de 1994 os engenheiros superiores de sistemas distribuídos de ambos os grupos formaram o Core Infraestructure Group (CIG). O objetivo do grupo era criar um plataforma de tecnologia de sistema distribuído comum para a firma. O CIG teve a oportunidade única de imaginar o ambiente operacional ideal do Unix para as necessidades da empresa e torná-lo real.

Objetivos de Projeto



Devido à união, a rede expandiu-se rapidamente através da instalação de novas estações de trabalho. Como resultado, os antigos componentes de sistema começaram a mostrar sinais de cansaço. Por exemplo, o sistema de arquivos distribuído perdeu a capacidade levando muito tempo para completar as tarefas. Cópias replicadas do sistema ocupavam quase 40% de todo o espaço em disco.

O ambiente Pre-Aurora era funcional, e sobre circunstâncias ordinárias poderia ter sido o último sem maiores revisões. Como os sistemas poderiam sofrer uma maior transformação em qualquer evento como resultado da união, decidiu-se ir até o fim e projetar o sistema perfeito.

Para acabar com alguns problemas existentes no Pre-Aurora, o ambiente perfeito deveria cuidar dos seguintes tópicos:



Foco do Projeto



Ao invés de simplesmente juntar os sistemas FIR e IS existentes, o CIG decidiu fornecer um nível necessário de operabilidade entre eles e criar um novo sistema do nada, usando a melhor tecnologia disponível. Características ruins foram retiradas e não foi oferecida compatibilidade com o sistema anterior, a menos que fosse provada que ela era um funcionalidade necessária e não oferecida no novo sistema permanecendo, apenas, as melhores funções do sistema antigo. Por nenhuma razão particular, o sistema foi chamado Aurora.

Ao serem projetados cada aspecto do ambiente, foram levados em consideração 4 características: redundância, recuperação, confiança e reprodução. Era importante que o sistema fosse projetado de forma abstrata o suficiente para que pudesse suportar múltiplas arquiteturas de hardware e possuísse uma interface suficientemente específica para que os projetistas pudessem criar aplicações de sistema e usuários. Estas aplicações deveriam executar em todas as plataformas Aurora.



O Projeto do Sistema



Existem 4 componentes chaves para o Aurora:



1. Global Desk




2. Projeto do sistema Global de Arquivos