Teoria de Agentes




A questão sobre o que são agentes é um tanto embaraçosa para a comunidade de computação baseada em agentes. O problema é que, embora o termo agente seja largamente utilizado por várias pessoas que trabalham em áreas correlatas, ele desafia as tentativas de produzir uma definição única, universalmente aceita.

Colocamos aqui, dentre todas as definições encontradas, duas que supomos exprimirem a essência do que é um agente:

"Agentes são quaisquer entidades que percebem seu ambiente, através de sensores, e agem sobre ele, através de efetuadores." Como exemplo dessa definição, temos um agente de polícia descrito pela figura abaixo:

"Agentes são componentes de software e/ou hardware, que são capazes de agir, executando tarefas em benefício do usuário." As áreas de pesquisas sobre agentes podem ser divididas em três, a saber:

Classificação:

Quanto a sua mobilidade, os agentes podem ser estáticos ou móveis. Entende-se por mobilidade a habilidade do agente de se movimentar através de alguma rede. Os agentes também podem ser deliberativos ou reativos. Os deliberativos são aqueles que possuem um modelo de raciocínio simbólico interno, eles utilizam técnicas de negociação e planejamento para alcançar a coordenação com outros agentes. Os agentes reativos agem, usando um tipo de estímulo/resposta de comportamento, respondendo ao estado presente no qual ele está inserido.

Os agentes também podem ser classificados através dos seus vários atributos ideais e primários. Identificamos uma lista mínima de três desses atributos: autonomia, aprendizado e cooperação. Autonomia se refere ao princípio de que os agentes podem operar por si mesmos, sem interferência humana. Um elemento chave da sua autonomia é a proatividade, que consiste na sua habilidade de tomar iniciativa, ao invés de agir simplesmente em resposta ao seu ambiente. Cooperação está ligada ao fato dos agentes poderem cooperar entre si. Para cooperarem, eles precisam ter habilidade social, que é a capacidade de interagir com outros agentes e com o usuário, via alguma linguagem de comunicação. Aprendizagem consiste na capacidade dos agentes aprenderem, a medida que reagem e/ou interagem com o seu ambiente externo.

Uma tipologia de agentes pode ser apresentada da seguinte forma:



Enfatizamos que tais distinções não são definitivas. Por exemplo, nos agentes colaborativos existe uma êfase maior em cooperação e autonomia do que em aprendizagem, mas isso não implica que eles nunca aprendam. Da mesma forma se dá para os agentes de interface e para os agentes colaborativos que aprendem. Nada que estiver fora das áreas de interseção é considerado; a maioria dos sistemas especialistas são autônomos, mas tipicamente eles não cooperam nem aprendem. Na nossa visão, os agentes deveriam ter todas essas características igualmente distribuídas, mas isso é mais uma aspiração do que uma realidade. Agentes Inteligentes seriam aqueles que desempenham as três funções igualmente.

Existem também outros tipos de agentes. Os Agentes de Informação ou Internet Agents são aqueles que exploram ferramentas de busca na Internet e ajudam a administrar a vasta quantidade de informação da rede. Eles podem ser estáticos, móveis ou deliberativos. Por fim, existem os Agentes Híbridos que combinam duas ou mais filosofias em um único agente.

Obs.: Os sistemas de agentes heterogêneos combinam agentes de duas ou mais categorias.

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