Engenharia da Computação
    


 

O Curso: objetivos e demanda  

     Os avanços tecnológicos da eletrônica e computação estão viabilizando um cenário, no qual os serviços computacionais poderão ser usados em qualquer lugar, a qualquer hora, tal qual é hoje o caso da energia elétrica e de outras infra-estruturas sociais, como aquelas das quais dependemos para correr o país num carro popular. Neste mundo onde a computação se faz presente nos mais diversos equipamentos e aplicações, a demanda por profissionais com conhecimento de hardware, software e comunicação vem crescendo de forma expressiva. Visando suprir esta demanda, a Universidade Federal de Pernambuco está iniciando em 2002, o Curso de Engenharia da Computação, com a participação do Centro de Informática (CIn) e do Departamento de Eletrônica e Sistemas (DES) do Centro de Tecnologia e Geociências.

     Nos últimos anos tem havido uma procura cada vez maior por profissionais da área de Engenharia de Computação. Uma prova disto é o Programa de Capacitação Tecnológica, assinado pela UFPE e coordenado pelo CIn/UFPE e em parceria com o Instituto de Pesquisas Eldorado, e financiado pela Motorola do Brasil. Este programa está sendo desenvolvido em 17 universidades brasileiras e promove a capacitação tecnológica de alunos da graduação em informática de modo a complementar a sua formação para o desenvolvimento de software e firmware para a área de telecomunicações. De acordo com a Gazeta Mercantil (1999), o mercado para profissionais de nível superior com conhecimentos na área de hardware, software e comunicação será de 52.000 postos em 2002. Dado que as universidades só conseguem formar 3.000 profissionais por ano, o número de postos em aberto será de 40.000. Segundo o Instituto de Pesquisas Eldorado, várias outras empresas estão interessadas em lançar programas semelhantes de modo a suprir ou pelo menos minimizar a demanda do mercado. 

      Do ponto de vista dos alunos, cursos similares lançados aqui em Pernambuco e mesmo em outras regiões estão obtendo uma grande procura no vestibular. Por exemplo, no ano passado, o curso da UPE teve uma concorrência de 12 candidatos por vaga. Cursos mais antigos têm procura ainda maior, como o da UFRGS que tem 20 candidatos para cada vaga.